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Reflexões do Pr. Elias Rodrigues

"Deixa Deus Falar Com Você"

Reflexões do Pr. Elias Rodrigues

"Deixa Deus Falar Com Você"

EU SOU DO TEMPO QUE...

  Ainda sou do tempo em que ser crente era motivo de críticas e perseguições. Nós não éramos muitos, e geralmente éramos considerados ignorantes, analfabetos, massa de manobra ou gente de segunda categoria. Os colegas da escola nos marginalizavam. Os patrões zombavam de nós.


  Não era fácil. Mas nós sobrevivemos e vencemos. Sinto falta daquela perseguição, pois ela denunciava que a nossa luz era de qualidade, e ofuscava a visão conturbada de quem não era liberto. E, por causa dessa luz, muitos incrédulos foram conduzidos ao arrependimento e à salvação. Mas hoje é diferente.


  Ainda sou do tempo em que os crentes não tinham imagens em suas casas, em seus carros ou como adereços de seus corpos. Nós não tatuávamos os nossos corpos e nem colocávamos "piercings" em nossa pele. Críamos que os nossos corpos eram sacrifícios ao Senhor.


  Ainda sou do tempo em que nos vestíamos adequadamente para o culto. Aliás, além do nosso testemunho moral, nós nos identificávamos pelas roupas. Usávamos roupas que nos faziam conhecidos aonde quer que íamos, pois ninguém mais se vestia assim em pleno domingo à tarde.


  Ainda sou do tempo em que nossos hinos falavam de Cristo e da salvação. Cantávamos muito, e nossas músicas não eram tão complexas como as de hoje.


  A Assembleia de Deus era a pentecostal; os presbiterianos eram os melhores coristas que existiam; os adventistas tinham os melhores quartetos masculinos. Os melhores solistas eram batistas, As comunidades comandavam o louvor congregacional e os nazarenos como eram biblistas.


  A turma da Congregacao Crista se vestiam como alguem que iam para um compromisso muito sério e levavamo louvor a sério. E como pregavam os pastores da época, meu Deus!


  Nossas liturgias eram bastante diferentes: os conservadores eram formais, seus cultos silenciosos, enquanto um orava, os outros diziam amém. Já os pentecostais oravam todos ao mesmo tempo e cantavam a Harpa Cristã. Nós nos considerávamos irmãos, não há dúvida. Mas tínhamos personalidade.


  Oro assim: "Senhor, me proteja, e tenha misericórdia das próximas gerações".


  Vendo a igreja de hoje, me pergunto: O QUE HOUVE COM A GENTE

'nao consegui localizar a autoria desse texto, se alguem conhecer, mencione-o'